Por questões que envolvem paciência e vários problemas com o wordpress.com, resolvemos comprar um domínio e hospedar o altnewspaper em um servidor alemão, usando a engine do wordpress.org. De agora em diante, todas as atualizações serão postadas no novo site,
O redirecionamento de servidor não será possível (você abrir .wordpress.com e ir para o .com) por um único motivo: o wordpress.com quer $12 para liberar isso e mais uma quantia para editarmos o html e isso acontecer. Portanto, viva o Brasil!
Bom, o mês de novembro esta chegando e com ele bons festivais independentes animam a região nordeste do país. Se você tem férias pra tirar e não sabe pra onde ir, sugiro conhecer o nordeste e aproveitar pra ver belos shows durante essa primeira quinzena de novembro. Daí você poderia dizer, mas tem o festival Terra?! Ta esgotado! Tem os shows do Paul?! Em minha opinião ta bem caro pra quem mora em Sampa, e ta quase esgotando. No nordeste você vai ter praia, sol boa parte do tempo, maresia e muito som de boa qualidade. Se você já mora no Nordeste, se programe e compareça. Boa parte das bandas brazukas deve aproveitar e fazer tour pelo NE nesse mês de novembro, então se ligue!
Começando pela sétima edição do Festival potiguar DoSol que ocorrerá nos dia 5, 6 e 7 de Novembro, na Rua Chile na Ribeira, antigo bairro de Natal. Os shows são divididos em dois palcos e ocorreram dentro do Centro Cultural DoSol e também no Armazém Hall. O festival começa dia 5 (Sexta Feira) com uma festa de abertura no Centro Cultural DoSol contando com shows das bandas AMP (PE) e Love Bazukas (Go/SP) e discotecagem de Fabricio Nobre (Go Noise/Abrafin). Depois disso, nos dias 6 e 7 irão rolar uma maratona de 30 shows de rock com diversas bandas da nova safra de Rock Potiguar, mesclando com algumas mais antigas da cena local e varias bandas já consagradas na cena independente nacional e internacional. Dentre as bandas rolam destaques nacionais como Moveis Coloniais de Acaju, Autoramas, Garage Fuzz, Black Drawing Chalks. Alem da entidade punk mundial Marky Ramone.
O festival todo vale o confere, mas dentre os shows, destacamos algumas bandas que não devem passar batidas por quem comparecer aos dias do festival. No dia 6 (Sábado), não deixe de assistir:
· Calistoga (RN): A melhor banda de Natal atualmente, na minha modesta opinião a melhor banda de rock experimental do nordeste, ao vivo é ensurdecedor, muito acima da media. Nesse show mostrarão as faixas do novo trabalho da banda.
· The Tormentos (AR): ótima banda de Surf Music argentina, os discos são muito bons, espero que ao vivo corresponda tal qual seus registros.
· Vespas Mandarinas (SP): novo projeto do músico paulista Chuck Hipolitho, lançaram um belo EP de estréia, o Da Doo Ron Ron e não deve fazer feio ao vivo.
· Superguidis (RS): banda gaucha, tem rodado o pais, aclamada como um dos melhores shows nacionais, posso dizer que os shows que vi foram cheios de energia. Lançaram um ótimo disco esse ano, vale a conferida no trabalho.
No dia 7 (domingo), o dia mais barulhento do festival, não perca as bandas:
· Todos Contra um (RN): Banda de punk/hardcore protesto potiguar, a demo deles é bem legal, espero poder conferir ao vivo.
· Conjunto Merda (ES): Bom, banda escracho super divertida da terra do Mukeka di Rato e do Dead Fish, entendeu o que eu to querendo dizer?!
· Facada (CE): A melhor banda de grindocore do nordeste, o novo trampo dos caras deixou isso BEM CLARO. Se você curte o barulho, não deixe passar.
Daí se você for ao site do DoSol e conferir o release oficial do festival, começa a seguinte informação “Com programação mais extensa e diversa, o Festival DoSol 2010 acontece por nove dias em novembro e busca expandir a percepção individual do público sobre a música”. Porque depois dos três dias do festival propriamente dito, rola a parte mais interessante do festival DoSol na minha opinião, o DoSol – Música Contemporânea. A Música Contemporânea também acontece no antigo bairro da cidade, mas em formato de teatro, utilizando a Casa da Ribeira, entre os dias 10 e 14 de novembro. São shows gratuitos, destaque para apresentação das bandas Violins(Go), que na ocasião irá gravar/lançar um novo disco com músicas acústicas, Falsos Conejos(AR), banda instrumental que está em tour pelo Brasil, Gigante Animal (SP), banda que vem se destacando no cenário independente nacional com belos registros, e a banda instrumental Fóssil(CE). Ainda rola uma etapa Pium, praia próxima a Natal, que acontece no Circo da Luz, dias 14 e 15 de novembro, também gratuito. Confira a programação completa de todas as etapas, onde conseguir ingresso e demais informações AQUI.
“A banda cearense apresenta o repertório do novo CD, “Uhuuu”, com rebuscados arranjos que remetem ao melhor da psicodelia dos 70 e trazem em sua sonoridade um ambiente de verão, apontando um caminho original para o gênero mais popular do planeta: o rock”. Foi isso que li no flyer do evento “Outubro Independente” que está acontecendo no CCSP (Centro Cultural São Paulo, Rua. Vergueiro, 1000) e CCJ (Centro Cultural da Juventude, Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha) e me fez pegar minha câmera, bloco de notas, caneta bic e correr para o CCSP dia 17/10. Então, sem mais bla bla bla.
Em um domingo de calor na cidade de São Paulo, a banda cearense Cidadão Instigado se apresentou no CCSP, dentro do festival chamado “Outubro Independente” que já contou com algumas bandas, como Chankas, Elma, Satanique Samba Trio e por aí vai, a lista é grande.
Para variar (isso deve ser mal de paulista), cheguei atrasado ao evento e eles estavam tocando “Os Urubus Só Pensam em Te Comer”. Confesso que das poucas vezes que fui ao CCSP, nunca o vi tão cheio, de início não havia lugar para sentar, mas depois de uma boa procura e de um pessoal que tinha levantado, consegui me acomodar. Uma vez me disseram que Cidadão Instigado estava numa lista de melhores bandas do Brasil, e de início achei que era pura balela, mas após vê-la ao vivo, tenho que concordar.
O show foi ótimo, Catatau transmitia em cada verso uma emoção fora de sério e o resto da banda, junto com o vocalista, em certos momentos da música, faziam algo dissonante com seus instrumentos (e dissonante aqui está no melhor sentido da palavra). A banda baseou seu repertório no novo disco, lançado em 2009, intitulado Uhuuu!, e fez o público cantar a maioria de suas músicas e aplaudir fervorosamente a cada intervalo de faixa.
Fim de show. Algumas pessoas levantam-se timidamente com uma expressão de “mas que droga, já acabou, uma hora de show passou e eu nem percebi”, quem não se levantou começou a pedir (talvez por mania ou porque queria) à banda que cantassem mais uma, e não é que Fernando Catatau e sua turma voltou? Tocaram mais três músicas e fizeram o pessoal aplaudir, assobiar, gritar e encheram de esperanças as pessoas que tinham parado de dançar.
É estranho, ao fim de toda resenha acabo fazendo uma compilação de idéias em uma espécie de conclusão, mas nesse show, se você quiser tirar alguma, é só acompanhando de perto. O que posso dizer que dentre a lista de shows que vi esse ano, foi um dos melhores.
Pra começo de conversa ‘rolê’ de quinta-feira às 19h na região central soa bem miado para muita gente, e não vou negar que de início soou para mim também, mas peguei minhas coisas e sai voando pra av. Paulista na intenção de estar um pouco antes das 19hs na estação Vergueiro, porque ia rolar o lançamento do trabalho solo do Fernando Cappi no CCSP (Chankas).
Trânsito, um tumulto de gente nas estações por onde eu passava, o vagão cheio e eu pensando: “será que vai valer a pena?”, bom, cheguei e fui direto para a sala Adoniran Barbosa localizada perto da entrada de quem vem do metrô, e me surpreendi ao ver bastantes pessoas na parte debaixo e grupos de 4 ou 5 entrando e se acomodando na parte de cima da sala. O aviso de que não pode fotografar sem autorização, que aparelhos como bips, celulares, pagers e afins deveriam ser desligados e as luzes apagam-se, alguns segundos depois entram em cena os protagonistas do espetáculo: Fernando Cappi (Chankas, Hurtmold), Mario Cappi (MDM, Hurtmold), Richard Ribeiro (Porto) e Regis Damasceno (Cidadão Instigado). Sem delongas ou cerimônias, todos tomam seus postos pré-definidos e começam a tocar Voleio. Tenho que dizer que ao vivo, cada música soa muito confessional para o Fernando, pelo menos eu senti isso, uma certa emoção dele em cada palavra de agradecimento: “muito obrigado a todos”, “obrigado”, em cada salva de palmas no intervalo de uma faixa para outra e principalmente quando foi cantar a música Raphael (que fala sobre seu avô que faleceu há cerca de 20 anos, quando Chankas era criança). Outro fato que me chamou muito a atenção foi a elaboração das músicas e a tentativa de deixarem-nas fiéis as que contêm no disco. Até os assubios gravados por Rob Mazurek foram reproduzidos pelo quarteto.
O show deixou claro algumas coisas como, por exemplo, a variedade de gêneros musicais dentro do Fernando Cappi que tocou em bandas de diferentes estilos e mesmo assim, conseguiu dar um tom diferente para cada música de seu trabalho solo, algumas em um tom mais violão e voz, outras em um free (e por que não freak?) folk com alguns elementos diferenciados, como por exemplo xilofone. Chankas conseguiu me convencer de que é de fato um músico e que existem pessoas que conseguem transcender alguns limites impostos por outras pessoas.
(para ouvir a música Olha o Sol, clique na imagem do disco acima)
Por volta das 20hs, eles agradeceram e falaram que iam cantar a última música do álbum que ironicamente ou não, tem o nome de “A Última”. Terminaram, alguns gritaram mais uma e Chankas disse: “a gente não tem mais nenhuma, pô, mas muito obrigado mesmo”. Tomei dois metrôs lotados, um ônibus que me fez andar até a faculdade, mas cheguei lá com uma sensação ótima, uma sensação que se fosse para eu descrever, tentaria com estas palavras: “nunca imaginei ver algo tão belo e confessional na minha frente”.
Noite memorável a da ultima sexta feira para as mais de 17 mil pessoas que estiveram no evento dochocolate Biscom show da banda Los Hermanos. É surreal como, mesmo num hiato temporal, o público da banda só faz aumentar na cidade, parte do público estava vendo seu primeiro show dos barbudos na noite dessa sexta (15/10). Antes de falar do show, vamos falar do evento em si. O Bis ta de parabéns, fazia tempo que não via uma jogada publicitária dar tão certo. Se ainda existia alguém que não apreciava a marca/chocolate no Nordeste, isso vai mudar rapidinho. O camarote também estava bem legal, bem localizado, galera massa, todo mundo se divertindo, a noite já estava ganha ainda antes do show da Los Hermanos.
Sobre o show, ele também começou antes mesmo da banda subir no palco do Centro de Convenções, mesmo local do primeiro show da banda no Recife há 11 anos, dentro do Festival Abril Pro Rock. Começou antes com o público, que entoava em coro uníssono canções como vencedor, batendo palmas e se divertindo sozinho, eu não vi uma única confusão. A ansiedade era enorme, houve fãs que chegaram ao local do show às três da tarde e não arredaram o pé ate o final do show e a banda só adentrou o palco pouco depois da meia noite. Era visível a emoção de Marcelo Camelo ao subir no palco, era notória emoção ate no Bruno Medina, normalmente reservado, pelo menos com o público.
É difícil medir – e ate entender – pra quem não mora no Recife e/ou não viveu a historia da banda na cidade ao longo dos 10-12 anos de existência do grupo. Foram diversos shows históricos, várias lendas formadas, laços estreitados com pessoas e locais da cidade. Reza a lenda que o barco na capa do álbum Ventura foi inspirado num barco atracado no cais do marco zero, no centro do Recife, ao lado do Armazém 14, local de um dos melhores shows que vi da banda. Daí você imagina a banda retornando pra um show após um hiato de 2 anos e este ser o primeiro show que você vai ver da banda?! Pior, imagina que a banda não voltou e, portanto, você não sabe quando vai ver os barbudos no palco juntos novamente. Pra quem estava debutando em shows dos hermanos, com certeza foi criada uma nova geração hermaniaca que perdurará pelos próximos 10 anos facilmente. E isto estava fadado a acontecer desde o inicio, o público estava no evento para isso. Eles esperavam os clichês característicos como cantar a primeira estrofe de O Vencedor, abrindo o show no lugar do Marcelo Camelo, ou esperar o Amarante afinar sua guitarra no palco entre uma música e outra.
Inicio do show no Recife e Vencedor…
Sobre o show realmente, com a banda no palco. Foram cerca de uma hora e quarenta e cinco minutos de som. O show começou como se esperava com O Vencedor, uma das melhores canções da banda, e terminou com a apoteose característica de uma das melhores músicas feitas no país nesta primeira década, A Flor. Foram notórios erros crassos nos arranjos das músicas e em algumas letras por parte dos dois vocalistas da banda, cheguei a ouvir comentários do tipo “Ensaiaram mal essa hein?”, alem de falhas no som do evento, desligou no meio do show algumas vezes, mas como disse anteriormente, era um jogo ganho. Fica na lembrança o momento apoteótico do Bis iniciado com uma das canções prediletas do público pernambucano, Pierrot, com direito a introdução do frevo Vassourinhas no inicio (mais clichê esperado ansiosamente), transformando o centro de convenções num carnaval absurdo. E a introspecção emocionada de Rodrigo Amarante ao cantar Sentimental (preciso falar do clichê novamente?!).
No final, era visível a alegria do público, da banda e do Bis por ter realizado o evento. Todos puderam voltar pra casa felizes, com a sensação boa, seja pelo dever cumprido, pela alegria de realizar um sonho ou ter vivido o momento. Realmente não é possível afirmar quando a banda retornará no Recife, nem mesmo se a banda irá retomar as atividades e lançar material inédito. Fica a certeza de que a carência Los Hermanos no rock nacional e nos fãs ainda esta ai, viva, insuperável, tanto musicalmente quando falamos na banda e emocionalmente quando falamos da reação do público. E eu realmente não sei se isso é bom ou ruim, mas é um fato…
Noite memorável a da ultima sexta feira para as mais de 17 mil pessoas que estiveram no evento do Bis com show da banda Los Hermanos. É surreal como mesmo num hiato temporal, o público da banda só faz aumentar na cidade, parte do público estava vendo seu primeiro show dos barbudos na noite de sexta. Antes de falar do show, vamos falar do evento em si. O Bis ta de parabéns fazia tempo que não via uma jogada publicitária dar tão certo. Se ainda existia alguém que não apreciava a marca/chocolate no NE, isso via mudar rapidinho. O camarote também estava bem legal, bem localizado, galera massa, todo mundo se divertindo, a noite começou ganha ainda antes do show da Los Hermanos.
Sobre o show, ele também começou antes mesmo da banda subir no palco do Centro de Convenções, mesmo local do primeiro show da banda há 11 anos, dentro do Festival Abril Pro Rock. Digo que começou antes com o público, que entoava em coro uníssono canções como vencedor, batendo palmas e se divertindo sozinho, eu não vi uma única confusão. A ansiedade era enorme, houve fãs que chegaram ao local do show às três da tarde e não arredaram o pé ate o final do show e a banda só adentrou o palco pouco depois da meia noite. Era visível a emoção de Marcelo Camelo ao subir no palco, era notória emoção ate no Bruno Medina, normalmente reservado, pelo menos com o público.
Fernando Cappié conhecido pelo seu trabalho em conjunto com seus amigos e companheiros da banda paulistana de música instrumental Hurtmold. Alem de sempre estar presente nos projetos solos dos outros hurtmolders como o Bodes & Elefantes do Guilherme Granado, o novo projeto MDM encabeçado pelo Mário Cappi, irmão dele e o disco com o M.Takara. A Hurtmold ficou popular nos últimos anos por acompanhar o eterno Hermano Marcelo Camelo na tour do seu primeiro disco solo, alem de participar das gravações do mesmo. Mas o objetivo aqui é falar de mais um projeto hurtmolder e tentar desvendar algumas dúvidas sobre o mesmo. Neste caso em questão estamos falando do “Chankas”, trabalho solo do Fernando. Descobri que Chankas também é o nome de uma civilização e um grupo étnico do Peru contemporâneo aos Incas.
O disco homônimo foi lançado no primeiro semestre de 2010, Em meio a simplicidade do Lo-Fi e do Folk, e com um pé na MPB, Fernando utiliza elementos estéticos do eletrônico e percussão experimentando muito. Destaque pras letras e melodias, tudo parece estar no lugar. Trata-se de uma obra ao acaso feita sem pressa e desenvolvida pelo próprio Fernando e contando com participações dos outros hurtmolders e agregados, como o trompetista americano Rob Mazurek. Trata-se de um trabalho dividido em nove faixas com diversas temáticas e climas, porem percebemos uma calmaria predominante, trazido pelo som acústico feito pelo Cappi com seu violão. Mostra um lado mais orgânico do músico normalmente caracterizado pelas guitarras bem trabalhadas da banda Hurtmold. Aqui deixou vocês com as palavras da Yasmin Muller da Rádio UFscar “Fernando parece querer exercitar seu lado mais orgânico, mais simples e calmo. Nos remete bastante a um universo bucólico, rural, mas até intelectualizado em suas experimentações e sensações beirando o incomum – embora mantendo uma familiaridade. Esse “incomum” tem um tom xamânico e ritualístico, tocando no âmbito mais humano do espiritual. Vozes, tambores e cordas. Só. Até ouvimos o movimento das pernas das pessoas, girando em torno da banda – ou da fogueira?”
Todo esse clima vai finalmente poder ser visto e vivenciado ao vivo caso você esteja na cidade de São Paulo, no lançamento do Chankas que irá ocorrer no próximo dia 14 de Outubro (quinta) às 19h no Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa. Rua Vergueiro, 1000 (Paraíso), de Gratis.
Eis aqui as palavras do Fernando Cappi, falando sobre a vida, sobre os projetos musicais individuais ou com os hurtmolders. Falando sobre o Fernando Cappi ou simplesmente o Chankas…
1. Antes de tudo, é chankaS ou ChankaZ?! Porque o myspace é com Z, o takara escreve com S no disco dele com você. E o que significa chankas?!
É CHANKAS, o myspace é com Z porque já existe um tiozão gringo usando o myspace chankas com S. Chankas é um apelido que um amigo meu me deu, meio do nada… RS
2. Onde é possível adquirir o disco do seu projeto solo?! Saiu por algum selo?! O submarine ou coisa do tipo?!
O disco é totalmente independente, não tem selo. da pra comprar os discos com o Fred pela submarine ou com o Luciano Valério da desmonta (em breve), ou nos shows, sempre a 5 R$.
3. Quem é o Fernando Cappi?! Tipo, você tem alguma formação?! Musical ou outra área, etc.?! Como se deu seu contato com a musica?! Porque resolveu viver dessa arte?!
Cara, eu sempre estudei musica, fazendo aulas ou por conta própria, em casa. Compro uns livros e vou embora. Fiz dois anos de faculdade de geografia, mas parei. Meus pais sempre ouviram musica em casa, MPB, blues, rock. Aprendi a gostar de musica com eles que depois me deram um violão e aí comecei a tocar. É o que eu gosto de fazer.
4. Existe algum show marcado em vista?! Já ocorreram apresentações ao vivo do seu projeto solo?! Se sim, Como funciona?! Quais os integrantes do projeto?!
O show de lançamento é no Centro Cultural Sao Paulo dia 14/10. A formação é:
Richard Ribeiro (porto) – bateria/sampler/xilofone; Marinho (MDM, hurtmold) - guitarra; Regis Damasceno (cidadão instigado) – guitarra; Chankas(Fernando Cappi) – violão
5. Como foi o processo de gravação do disco solo?! Da pra ver um lance mais acústico, é caseiro também?! Alguma participação especial?!
O disco eu fiz todo em casa, só a masterização que foi feita no estúdio El rocha com o Fernando Sanches. As participações foram todas especiais pela contribuição nos arranjos, cada um que participou criou suas próprias linhas e melodias ou batuques.
Fernado Cappi e Rob Mazurek
6. Em que consiste o disco?! Alguma temática?! As letras são suas?! Como ocorre o processo criativo das letras?! Curiosidade minha, porque eu realmente acho a música bastante significativa. Quem é Raphael?!
É um disco de musicas que eu fui compondo sem pressa, sem prazo, sem a própria pressão de se fazer um disco… pra algumas musicas fui imaginando quem eu poderia chamar pra participar e dar um grau, daí fui convidando uns amigos e deu no que deu, gostei bastante do resultado. As letras vão saindo, pra cada caso é uma situação. Raphael é meu avo, que faleceu há mais ou menos vinte anos, eu era criança…
7. Você tem idolos?! Quais seriam eles, não só na música, mas em qualquer vertente possível?!
Cara, eu adoro o bob marley, é um dos meus guitarristas preferidos…eu não me canso de ouvir. Sou fã do uakti tb, o show emociona.
8. No que diferencia o trabalho do chankaS, alem do fato de um projeto feito por uma cabeça só, do processo de criação e gravação da hurtmold?!
É como você mesmo disse, é diferente pelo fato de que no hurtmold são seis cabeças compondo, pensando, direcionado juntas, é isso que torna o processo todo diferente, dos ensaios ate a gravação. De resto, não tem diferença.
9. Um fato a ser visto é quão diferente são os projetos os solos dos integrantes da hurtmold, da própria hurtmold! No seu caso isso é natural ou uma proposta?!
É sempre natural. Os discos solo de cada um são naturalmente diferentes pois cada um é cada um. No caso do hurtmold é o som que sai naturalmente quando se juntam os seis.
10. Quantas bandas ou projetos musicais você já teve?! Como foi o contato com os demais hurtmolders?! Eu sei que o Mário é seu irmão, mas e com os demais?!
Antes do hurtmold teve o pudding lane e o default, antes eu tinha ate uma banda de cover do nirvana com meu irmão lá em 1996. De lá pra cá eu perdi a conta. O Guilherme, o Marcos e o Marinho são amigos do colégio, o Mauricio nós conhecemos no estúdio do pai dele (El Rocha), seu Claudio, onde ensaiamos ate hoje. Depois um amigo apresentou o Roger que logo entrou na banda.
11. Você ainda desenvolve trabalhos de trilha sonoras, comerciais?! Algumas faixas me remetem a isso, casariam bem em algumas cenas…
Faço sempre trilhas pra vinhetas e programas de tv ou internet, comerciais, etc. é bem descolado do processo de se fazer um disco ou ter uma banda, praticamente outro trabalho. Quando é pra fazer uma trilha quase sempre vem muitas referencias musicais pra seguir, ou BPM, duração, mudanças em momentos certos, vídeos…as vezes me pedem pra fazer um pump it up, vou lá e faço, fica bom, é só encomendar…rsrs
12. Você sempre viveu de música?! Eu sei que você já deu aula de violão, alem da própria hurtmold! A tour com o Camelo abriu horizontes para viver apenas da criação musical?!
Nem sempre, só de uns quatro anos pra cá…eu gosto muito do Marcelo e da musica dele, é sempre legal tocar e fazer as tours. Acho que sempre que tocamos com pessoas que admiramos, que é o caso também no hurtmold, MDM, Chankas, abrimos horizontes.
13. A hurtmold ta de ferias das gravações?! Quando será o próximo trabalho do grupo junto?!
A gente esta ensaiando e criando, vamos começar a gravar logo menos, acho que no primeiro semestre do ano que vem sai o disco novo.
14. Tem crescido muito a procura pelo seu disco no blog, queria saber se ta rolando divulgação do trabalho, idéia de sair em tour solo, essas coisas, manda a idéia pra galera que curte seu som…
Fico bem feliz com a procura, estou agilizando esquemas pra facilitar a procura por discos… a idéia agora é fazer bastante shows, começando no dia 14/10, mas ainda não tem nada fechado, fora esse. Começamos a ensaiar agora, logo vai estar tudo pronto.
abratz
cks
Fernando Cappi é conhecido pelo seu trabalho em conjunto com seus amigos e companheiros da banda paulistana de música instrumental Hurtmold. Alem de sempre estar presente nos projetos solos dos outros hurtmolders como o Bodes & Elefantes do Guilherme Granado ou o novo projeto MDM encabeçado pelo Mário Cappi, irmão do Fernando. A Hurtmold ficou popular nos últimos anos por acompanhar o eterno Hermano Marcelo Camelo na tour do seu primeiro disco solo, alem de participar das gravações do mesmo. Mas o objetivo aqui é falar de mais um projeto hurtmolder e tentar desvendar algumas dúvidas sobre o mesmo. Neste caso em questão estamos falando do “Chankas”, trabalho solo do Fernando. Descobri que Chankas também é o nome de uma civilização e um grupo étnico do Peru contemporâneo aos Incas.
O disco homônimo foi lançado no primeiro semestre de 2010, trata-se de uma obra ao acaso feita sem pressa e desenvolvida pelo próprio Fernando e contando com participações dos outros hurtmolders e agregados, como o trompetista americano Rob Mazurek. Trata-se de um trabalho dividido em nove faixas com diversas temáticas e climas, porem percebemos uma calmaria predominante, trazido pelo som acústico feito pelo Cappi com seu violão. Remete a um clima interiorano, mostra um lado mais orgânico do músico normalmente caracterizado pelas guitarras bem trabalhadas da banda Hurtmold. Aqui deixou vocês com as palavras da Yasmin Muller da Rádio UFscar “Fernando parece querer exercitar seu lado mais orgânico, mais simples e calmo. Nos remete bastante a um universo bucólico, rural, mas até intelectualizado em suas experimentações e sensações beirando o incomum – embora mantendo uma familiaridade. Esse “incomum” tem um tom xamânico e ritualístico, tocando no âmbito mais humano do espiritual. Vozes, tambores e cordas. Só. Até ouvimos o movimento das pernas das pessoas, girando em torno da banda – ou da fogueira?”
Todo esse clima vai finalmente poder ser visto e vivenciado ao vivo caso você esteja na cidade de São Paulo, no lançamento do Chankas que irá ocorrer no próximo dia 14 de Outubro (quinta) às 19h no Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa. Rua Vergueiro, 1000 (Paraíso), de Gratis.
Eis aqui as palavras do Fernando Cappi, falando sobre a vida, sobre os projetos musicais individuais ou com os hurtmolders. Falando sobre o Fernando Cappi ou simplesmente o Chankas…
1. Antes de mais nada, é chankaS ou ChankaZ?! Porque o myspace é com Z, o takara escreve com S no disco dele com voce. E o que significa chankas?!
É CHANKAS, o myspace é com Z porque já existe um tiozão gringo usando o myspace chankas com S. Chankas é um apelido que um amigo meu me deu, meio do nada… RS
2. Onde é possível adquirir o disco do seu projeto solo?! Saiu por algum selo?! O submarine ou coisa do tipo?!
O disco é totalmente independente, não tem selo. da pra comprar os discos com o Fred pela submarine ou com o Luciano Valério da desmonta (em breve), ou nos shows, sempre a 5 R$.
3. Quem é o Fernando Cappi?! Tipo, você tem alguma formação?! Musical ou outra área, etc.?! Como se deu seu contato com a musica?! Porque resolveu viver dessa arte?!
Cara, eu sempre estudei musica, fazendo aulas ou por conta própria, em casa. Compro uns livros e vou embora. Fiz dois anos de faculdade de geografia, mas parei. Meus pais sempre ouviram musica em casa, MPB, blues, rock. Aprendi a gostar de musica com eles que depois me deram um violão e aí comecei a tocar. É o que eu gosto de fazer.
4. Existe algum show marcado em vista?! Já ocorreram apresentações ao vivo do seu projeto solo?! Se sim, Como funciona?! Quais os integrantes do projeto?!
O show de lançamento é no Centro Cultural Sao Paulo dia 14/10. A formação é:
Richard Ribeiro (porto) – bateria/sampler/xilofone; Marinho (MDM, hurtmold) - guitarra; Regis Damasceno (cidadão instigado) – guitarra; Chankas – violão
5. Como foi o processo de gravação do disco solo?! Da pra ver um lance mais acústico, é caseiro também?! Alguma participação especial?!
O disco eu fiz todo em casa, só a masterização que foi feita no estúdio El rocha com o Fernando Sanches. As participações foram todas especiais pela contribuição nos arranjos, cada um que participou criou suas próprias linhas e melodias ou batuques.
6. Em que consiste o disco?! Alguma temática?! As letras são suas?! Como ocorre o processo criativo das letras?! Curiosidade minha, porque eu realmente acho a música bastante significativa. Quem é Raphael?!
É um disco de musicas que eu fui compondo sem pressa, sem prazo, sem a própria pressão de se fazer um disco… pra algumas musicas fui imaginando quem eu poderia chamar pra participar e dar um grau, daí fui convidando uns amigos e deu no que deu, gostei bastante do resultado. As letras vão saindo, pra cada caso é uma situação. Raphael é meu avo, que faleceu há mais ou menos vinte anos, eu era criança…
7. Você tem idolos?! Quais seriam eles, não só na música, mas em qualquer vertente possível?!
Cara, eu adoro o bob marley, é um dos meus guitarristas preferidos…eu não me canso de ouvir. Sou fã do uakti tb, o show emociona.
8. No que diferencia o trabalho do chankaS, alem do fato de um projeto feito por uma cabeça só, do processo de criação e gravação da hurtmold?!
É como você mesmo disse, é diferente pelo fato de que no hurtmold são seis cabeças compondo, pensando, direcionado juntas, é isso que torna o processo todo diferente, dos ensaios ate a gravação. De resto, não tem diferença.
9. Um fato a ser visto é quão diferente são os projetos os solos dos integrantes da hurtmold, da própria hurtmold! No seu caso isso é natural ou uma proposta?!
É sempre natural. Os discos solo de cada um são naturalmente diferentes pois cada um é cada um. No caso do hurtmold é o som que sai naturalmente quando se juntam os seis.
10. Quantas bandas ou projetos musicais você já teve?! Como foi o contato com os demais hurtmolders?! Eu sei que o Mário é seu irmão, mas e com os demais?!
Antes do hurtmold teve o pudding lane e o default, antes eu tinha ate uma banda de cover do nirvana com meu irmão lá em 1996. De lá pra cá eu perdi a conta. O Guilherme, o Marcos e o Marinho são amigos do colégio, o Mauricio nós conhecemos no estúdio do pai dele (El Rocha), seu Claudio, onde ensaiamos ate hoje. Depois um amigo apresentou o Roger que logo entrou na banda.
11. Você ainda desenvolve trabalhos de trilha sonoras, comerciais?! Algumas faixas me remetem a isso, casariam bem em algumas cenas…
Faço sempre trilhas pra vinhetas e programas de tv ou internet, comerciais, etc. é bem descolado do processo de se fazer um disco ou ter uma banda, praticamente outro trabalho. Quando é pra fazer uma trilha quase sempre vem muitas referencias musicais pra seguir, ou BPM, duração, mudanças em momentos certos, vídeos…as vezes me pedem pra fazer um pump it up, vou lá e faço, fica bom, é só encomendar…rsrs
12. Você sempre viveu de música?! Eu sei que você já deu aula de violão, alem da própria hurtmold! A tour com o Camelo abriu horizontes para viver apenas da criação musical?!
Nem sempre, só de uns quatro anos pra cá…eu gosto muito do Marcelo e da musica dele, é sempre legal tocar e fazer as tours. Acho que sempre que tocamos com pessoas que admiramos, que é o caso também no hurtmold, MDM, Chankas, abrimos horizontes.
13. A hurtmold ta de ferias das gravações?! Quando será o próximo trabalho do grupo junto?!
A gente esta ensaiando e criando, vamos começar a gravar logo menos, acho que no primeiro semestre do ano que vem sai o disco novo.
14. Tem crescido muito a procura pelo seu disco no blog, queria saber se ta rolando divulgação do trabalho, idéia de sair em tour solo, essas coisas, manda a idéia pra galera que curte seu som…
Fico bem feliz com a procura, estou agilizando esquemas pra facilitar a procura por discos… a idéia agora é fazer bastante shows, começando no dia 14/10, mas ainda não tem nada fechado, fora esse. Começamos a ensaiar agora, logo vai estar tudo pronto.
Está chegando, está mais próximo do que eu consegui imaginar. Domingo é o dia e nele iremos mostrar o quão cidadãos somos, honrar a nossa pátria amada, o nosso lindo país e eleger pessoas sérias, por isso, use a cabeça e vote, não deixe de votar, de exercer o seu direito como brasileiro, vote, pense, cobre deles, estude as propostas. Isso soa familiar?
Pois é, o direito do voto, o sufrágio universal. Lembro de uma vez ter lido em algum lugar, que isso não passa de uma esmola “burguesa democrática” e não há como não concordar. É de fato um direito ou um dever o voto? Digo, me levantar no domingo chuvoso (pois aqui sempre está um dia nada legal para sair de casa) e ir até um colégio para colocar em prática minha “cidadania”, minha “ética”. Certo. Mas a ética não é o respeito e a relação minha com o outro? A reflexão da ética não quer dizer respeito entre mim e o outro? Então, onde se encaixa a ética do voto e a cidadania? Em lugar nenhum. Votar não é uma forma de mostrar suas caras no Brasil, até porquê, a maioria vence, então suponhamos que você eleitor vá até a urna e vote em um candidato inexpressivo acreditando que a proposta governamental dele é a melhor, só que 55% da população acha que a Dilma continuará o governo Lula – e de fato continuará tendo em vista que ela é apenas um fantoche, o que acontece? A pessoa que você não votou ganhou pela maioria.
A massa frágil vota, massa pois são modelados pelo horário político e se incluem nisso pessoas com estudo e/ou que tiveram a oportunidade mas não aproveitaram porque bem, para que me serve sociologia? E filosofia então? Tudo matéria idiota. História para quê? Já passou, não interessa. Analfabetos políticos votam. E é nisso que sobressaem candidatos palhaços como Tiririca, Netinho de Paula, Mulher alguma coisa e por aí vai o festival de “pseudos-celebridades” em sua tela ou no seu ouvido enquanto almoça ou janta. E não venha dizer você, estudante do colégio Bandeirantes ou de alguma universidade particular, que votará neles porque em Brasília está cheio de palhaços, porque a mulher alguma fruta sabe tomar no cu gostoso (até porquê essa já foi usada com o Clodovil) ou que isso é um voto de protesto. Pois protesto é não ir até a urna, é anular seu voto, é queimar bandeiras e panfletos em porta de zona eleitoral. Sua ignorância pode tornar o país pior do que já é, caro jovem de classe média-alta, ou ignorante por opção.
Em suma, o voto não te transforma em um cidadão de forma moral, apenas de forma constitucional visto que se você não votar, perde uma boa parte de seus direitos, protestar votando aleatoriamente não é protesto, é ignorância e o mais importante: se você é de direita, esquerda, ou acha que direita e esquerda é posição de meio-campo no futebol usando 4-4-2, e vota para se sentir intelectual ou melhor que os outros, lamento informar que isso te torna apenas mais um tijolo no muro.
Segunda parte do texto feito por Tiago Marditu, jornalista, músico e profundo conhecedor da banda Dinosaur Jr….
- Lembra da história do passado punk da banda? Pois bem, J. Massis e L. Barlow tocaram, respectivamente, bateria e guitarra em uma banda hardcore chamada Deep Wound, considerada por alguns como uma das pioneiras do grindcore devido ao grande de blast beats (leia-se, em algumas músicas).
- O nome original da banda era simplesmente Dinosaur. O Jr foi acrescentado para não serem processados pelo Dinosaurs, grupo formado por integrantes de dois bastiões da música psicodélica americana: Grateful Dead e Jefferson Airplane.
- Dos três, Lou Barlow é o que possui a carreira solo mais prolífica. Além do Sebadoh, ele esteve à frente de alguns outros projetos interessantes, como o Folk Implosion e o Sentridoh; sem falar em disco solos bem variados, como o acústico e trabalhado Emoh, e o mais rockeiro e desencanado Goodnight Unknown- esse último contou com o auxílio de Dale Crover, batera do Melvins.
- Mascis não fica muito atrás em termos de produtividade. Enquanto a Dino Jr estava parada, ele também gravou alguns discos com acompanhamento do The Fog. Atualmente, ele toca bateria na banda de metal old school/proto-punk, Witch (vale à pena sacar os dois ótimos ábuns da dita cuja) e comanda as guitarras do Sweet Apple, grupo com claras influências de Power pop e garage rock circa’ 60/70, na qual também estão integrantes da Cobra Verde – o debut deles, “Love & Desesperation “, saiu esse ano.
- Murph teve uma carreira pós-banda bem mais modesta. Entre os poucos feitos, excursionou no final dos anos 90 com outra referência do indie rock, o Lemonheads.
- Barlow é uma espécie de George Harrison da Dino Jr, tendo uma média de duas músicas presentes em cada disco. Em compensação, elas são tão boas que quase sempre estão entre os destaques.
- Ainda sobre Barlow, ele nunca assimilou bem a saída da banda, e o então corte de relação com J Mascis. Várias músicas do Sebadoh são dedicadas ao fato, como “I’m Not Amused” e a hilária “Gimme Indie Rock”, que aproveita também para zoar com todo cenário musical dos anos 90. Aliás, “Why”, música que fecha o disco Bug, com frase a “why don’t you like me” berrada a plenos pulmões repetidamente, também pode ser considerada um recado para J – segundo o livro “Our Band Could Be Your Life, de Michael Azerrad, que trata do cenário underground americano do final dos anos 80, após a gravação dessa música, Barlow saiu do estúdio cuspindo sangue, tamanha foi a forma extremada que cantou .
- A afinidade musical entre Mascis e Kevin Shields, do My Blood Valentine os tornou grandes amigos, tendo ambos assumido i. Shields inclusive integrava o The Fog, que ainda contava com a participação de outra lenda viva do rock underground americana: Mike Watt, ex-baixista do Minutemen e do Firehose, atualmente comandando as 4 cordas do The Stooges.
- Lee Ranaldo, do Sonic Youth, faz os backing vocals na clássica “Little Fury Things”.
- Dá para se ouvir berros e murmúrios ininteligíveis em “Raisins” e “In a Jar”, ambas do You´e Living Over, todos feitos por Barlow. Ele trabalhava em um hospital psiquiátrico na época das gravações do disco e há quem acredite que a experiência serviu de inspiração para as atormentadas vocalizações dessas músicas.
- A Dino Jr sempre caprichou nas faixas de aberturas de seus discos. Da matadora “Forget The Swan”, do Dinosaur, até “Pisces” do Farm, a banda sempre começava com os dois pés no peito (ou nos ouvidos, no caso) do ouvinte, tirando o pé do freio nesse sentido só no disco Hand Over It, com a cadenciada, porém pesadona, “I Don’t Think”.
- Quem tem curiosidade de conhecer algumas influências da banda, a dica é procurar por Freakin’ Alive, coletânea “informal” que juntos vários covers só encontrados em discos tributos e afins. Lá você vai encontrar versões de artistas variados como Kiss, Syd Barret, Kiss, Teenage Fanclub, Neil Young e The Byrds (desses 2 últimos, dêem um desconto para as versões um tanto quanto zoadas de “I’ll Feel a Whole Lot Better” e “Lotta Love”). Há um bootleg ao vivo, de apresentações feitas entre os anos de 92/93, com esse mesmo nome. Favor não confundir.
Texto feito por Tiago Marditu, jornalista, músico e profundo conhecedor da obra do Dinosaur Jr…
Qualquer roqueiro sabe, ou, ao menos, deveria saber, da importância de estar sábado no teatro da UFPE, ou no shows de São Paulo e Salvador que rolam por esses dias. “Ah, você está se referindo a edição desse ano do Festival Coquetel Molotov“, diria você, leitor antenado. Sim, mais especificamente de um show: o do Dinosaur Jr.
Mal comparando, assistir ao show do Dinosaur Jr agora é uma oportunidade imperdível para qualquer fã de rock dos anos 90, assim como assistir ao Deep Purple , na tour que passou pelo Brasil em 2003, foi imperdível para os admiradores do rock do anos 70. Só que, nesse caso em especial, a jurássica banda dos 90 (ou dos 80, já que ela foi formada em 1983 e lançaram seus três primeiros discos nos idos anos 80) voltou com sua formação original – J. Mascis, na guitarra e vocal, Lou Barlow, no baixo e vocal, e Murph na bateria – e, pasmem, vem lançando grandes discos e fazendo shows muito bem cotados por público e crítica especializada. Tente imaginar quantos outros artistas se encontram na mesma situação, obtendo resultados igualmente efetivos. Eu sei, são poucos mesmo.
Se isso ainda não te emocionou, saiba que estamos tratando, acima de tudo, de uma banda que, não só foi responsável por cunhar o rock alternativo dos anos 80/90, mas que hoje também tem a função de preencher algumas lacunas do gênero, que, saudavelmente, diga-se de passagem, incorporou novos elementos que o afastaram de suas origens básicas. O Dinosaur Jr ainda se mantém firme e forte com seu rock melódico, enérgico e barulhento, com raízes fincadas tanto no punk/hardcore oitentista, como no country rock dos primeiros discos do The Byrds e no hard rock de um James Gang. Uma banda de alma rústica, caipira por essência.
Como não se não se admirar com um grupo que teima em fazer uso ostensivo da guitarra e que ficou conhecida por causa dos solos desse instrumento. Sim, solos de guitarra, o ápice da indulgência rockeira; solos esses que aparecem aos montes em suas músicas, longos, quase intermináveis, sempre empapuçados de distorção e sujeira acima da média. Em priscas eras, isso já era uma verdadeira heresia para uma banda com passado hardcore (leiam mais sobre isso abaixo) e que estava fomentando um estilo de música que também viria a abolir firulas nas 6 guitarras e nos demais instrumentos. Hoje em dia, o grupo empunha de forma natural essa tradição que pode, e deve conviver em paralelo com as mais diversas novidades sonoras.
Difícil ao menos não respeitar a figura de J Mascis, um dos grandes guitar heroes do rock underground americano, que mostrou que garotos tímidos e estranhos também poderiam formar grandes bandas de rock. Com seu vocal anasalado, sua postura distanciada e letras quase sempre melancólicas, se tornou ídolo de uma geração que hoje se encontra na faixa de 30/40 anos e ainda encontra nicho em um público bem mais jovem, que claramente se identifica com o espírito adolescente presente na música de sua banda.
Tendo em vista tudo dito acima, nem é preciso salientar a obrigatoriedade de estar presente, hoje à noite, no teatro da UFPE, no caso de Recife. Caso ainda resta alguma dúvida, talvez isso seja a constatação de que você envelheceu muito mais do que deveria.
Dinosaur (1985): Como na maioria dos discos de estréia, a banda ainda estava procurando sua identidade. Em alguns momentos, dá para perceber que havia uma certa dificuldade, de um molde para um razoavemente extenso leque de influências. Rola um flerte com o pós-punk (“Pointless”) e chegam a soar como um Mission of Burma lo-fi em “Gargoyle”. A hard rokeira “Mountain Man” é um dos destaques, com direito a uma passagem descaradamente hardcore e vocais “demoníacos” no finzinho da música. O grande lado negativo fica por conta da péssima produção que deixou as canções sem o punch necessário, arrematando ainda o fato da performance da banda ainda estar aquém do que eles viriam demonstrar nos trabalhos seguintes.
You’re Living Over Me (1987): A obra prima do grupo, ponto final. Discoteca básica para qualquer um que deseja entender o tal do rock alternativo dos anos 90. A produção ainda é vacilante em vários pontos, mas o repertório presente faz isso se tornar quase irrelevante. Das 10 músicas presentes, 8 poderiam estar tranquilamente em um “Best of” da banda, o que não é pouca coisa – a acústica e estranha “Poledo”, de autoria de Barlow, é bem bacana, mas está mais para um protótipo de algo Sebadoh do qualquer outra coisa, e a última é um impagável cover de “Show Me The Way”, de Peter Frampton. Os característicos momentos em que os decibéis correm soltos começam a se mostrar bem mais presentes, assim como um maior cuidado com as melodias e refrões.
Bug (1988): Disco que está pau a pau com You’re Living Over Me, perdendo talvez por alguns décimos. Finalmente a banda se encontra. O famoso paredão guitarrístico da banda aparece forte como nunca. A faixa de abertura, “Freakscene”, é considerada a música mais representativa da banda, trazendo à tona todos os elementos característicos do trio: riff pegajoso, o vocal semidesafinado de J cantando uma melodia certeira, energia saindo pelo ladrão e o esperado momento “guitar freakout”. Apesar de tudo isso, J nunca escondeu o fato desse ser o disco da banda que ele menos gosta – possivelmente isso se deve às brigas intermináveis que ocorreram durante a gravação do mesmo, culminando na saída de Barlow da Dinosaur Jr.
Green Mind (1991): Talvez como forma de exorcizar o stress do disco anterior, a banda, agora resumida a um duo (Murph e J, que,além das guitarras, gravou todos os baixos), resolveu caminhar pra um direcionamento mais tranquilo e menos ruidoso. Até as faixas mais agitadinhas, como “Blowing It” e “The Wagon”, são um tanto quanto mais serenas se comparadas as dos discos anteriores. Uma forte atmosfera country rock pode ser sentida aqui, ratificando ainda mais a capacidade da banda de fazer grandes canções.
Where You Been (1993): Todo fã com mais de 28 anos tem grande carinho pelo Where You Been, pois provavelmente foi com esse disco seu primeiro contato com a música do grupo. O ex-baixista da banda de Mark Lanegan, Mike Johnson, é efetivado no grupo. A despeito das sempre eficazes linhas de baixo de Barlow, Johnson era um músico com maiores predicados e acrescentou uma certa dose de sofisticação ao som da banda. O batera Murph também teve um desempenho dos mais inspirados. Esse talvez seja o disco onde as referências de rock setentistas estejam mais presentes.
Without a Sound (1994): Uma continuação natural do Where You Been, talvez um pouco mais diversificado musicalmente e contendo ótimos momentos, vide “Grab It”, “Yeah Right“ e “Fell The Pain”. Quem dessa vez saiu da banda foi Murph, cansado das desavenças com o gênio forte de J – aliás o próprio resolveu assumir as baquetas – em priscas eras, antes de partir para a guitarra, ele era baterista – e fez um grande trabalho.
Hand Over It (1997): O disco mais atípico do Dino Jr. Em algums momentos, teclados, trompetes e arranjos de corda se destacam mais que as guitarras. Mas isso não quer dizer que elas não apareçam; elas estão lá, mais ruidosas do que nunca. Pode-se até dizer que esse é o disco mais shoegazer da banda – por falar nisso, Kevin Shields e Bilinda Butcher, dos shoegazers-mores, My Bloody Valentine, fazem backing vocals em algumas faixas.
Beyond (2007) e Farm (2009): Os dois últimos discos da banda trazendo de volta sua formação original podem caber em um mesmo lugar: há poucas diferenças estéticas entre ambos e neles o power trio está mais afiado do que nunca, mostrando um vigor sonoro impressionante. Ao fazer um “back to the basics”, buscando a sonoridade dos primeiros discos, somada a toda carga obtida com os anos de estrada, o resultado final obtido foi bem acima do esperado. Músicas como “Been There All The Time”, “Pick Me Up”, Amost Ready” (do Beyond),“Over It”, “I Want You To Know” e “Plans” (do Farm) estão entre as melhores coisas que eles já fizeram em toda sua trajetória.
Faixas essenciais, espero que role nos shows: In A Jar, Little Fury Things, Budge, Freakscene, Sludgefeast, The Wagon, Thumb, Severed Lips, Goin’ Home, Bulbs of Passion, The Post, Mountain Man, Kracked, Repulsion, Forget The Swan, Tarpit, Out There, The Post, Raisins, The Lung, Feel The Pain
Durante a semana rola um post com curiosidades sobre os Dinos, em seus diversos anos de palco e historia, esperamos ter esclarecido e convencido voces a não perder tal fato histórico.
PS: Um aviso camarada a para rapaziadinha que, mesmo não muito familiarizada com o som da banda, vai querer lotar a frente do palco: a banda toca alto, mas muito ALTO MESMO. Periga ser o show mais barulhento da história do No Ar. Como creio que alguns não estão muitos ciente do verdadeiro genocídio auricular que a banda pratica ao vivo, não custa nada dar um toque, não é mesmo? Quem avisa, amigo é!
PS 2: A maioria dos links pra download foram tirados do Magrelus blog
Qualquer roqueiro sabe, ou, ao menos, deveria saber, da importância de estar sábado no teatro da UFPE, ou no shows de Sampa e Salvador. “Ah, você está se referindo a edição desse ano do Festival Coquetel Molotov”, diria você, leitor antenado. Sim, mais especificamente de um show: o do Dinosaur Jr.
Mal comparando, assistir ao show do Dinosaur Jr agora é uma oportunidade imperdível para qualquer fã de rock dos anos 90, assim como assistir ao Deep Purple , em 2003, foi imperdível para os admiradores do rock do anos 70. Só que, nesse caso em especial, a jurássica banda dos 90 (ou dos 80, já que ela foi formada em 1983 e lançaram seus três primeiros discos nos idos anos 80) voltou com sua formação original – J. Mascis, na guitarra e vocal, Lou Barlow, no baixo e vocal, e Murph na bateria – e, pasmem, vem lançando grandes discos e fazendo shows muito bem cotados por público e crítica especializada. Tente imaginar quantos outros artistas se encontram na mesma situação, obtendo resultados igualmente efetivos. Eu sei, são poucos mesmo.
Se isso ainda não te emocionou, saiba que estamos tratando, acima de tudo, de uma banda que, não só foi responsável por cunhar o rock alternativo dos anos 80/90, mas que hoje também tem a função de preencher algumas lacunas do gênero, que, saudavelmente, diga-se de passagem, incorporou novos elementos que o afastaram de suas origens básicas. O Dinosaur Jr ainda se mantém firme e forte com seu rock melódico, enérgico e barulhento, com raízes fincadas tanto no punk/hardcore oitentista, como no country rock dos primeiros discos do The Byrds e no hard rock de um James Gang. Uma banda de alma rústica, caipira por essência.
Como não se não se admirar com um grupo que teima em fazer uso ostensivo da guitarra e que ficou conhecida por causa dos solos desse instrumento. Sim, solos de guitarra, o ápice da indulgência rockeira; solos esses que aparecem aos montes em suas músicas, longos, quase intermináveis, sempre empapuçados de distorção e sujeira acima da média. Em priscas eras, isso já era uma verdadeira heresia para uma banda com passado hardcore (leiam mais sobre isso abaixo) e que estava fomentando um estilo de música que também viria a abolir firulas nas 6 guitarras e nos demais instrumentos. Hoje em dia, o grupo empunha de forma natural essa tradição que pode, e deve conviver em paralelo com as mais diversas novidades sonoras.
Difícil ao menos não respeitar a figura de J Mascis, um dos grandes guitar heroes do rock underground americano, que mostrou que garotos tímidos e estranhos também poderiam formar grandes bandas de rock. Com seu vocal anasalado, sua postura distanciada e letras quase sempre melancólicas, se tornou ídolo de uma geração que hoje se encontra na faixa de 30/40 anos e ainda encontra nicho em um público bem mais jovem, que claramente se identifica com o espírito adolescente presente na música de sua banda.
Tendo em vista tudo dito acima, nem é preciso salientar a obrigatoriedade de estar presente, dia 25, à noite, no teatro da UFPE. Caso ainda resta alguma dúvida, talvez isso seja a constatação de que você envelheceu muito mais do que deveria.
Esses dias atrás o Diego lá do HominsiCanidae postou uma lista com 15 discos. Achei bem legal a idéia e resolvi fazer a minha.
As regras são: Não demore muito para pensar sobre isso. Quinze álbuns que você ouviu que vão sempre estar com você. Liste os primeiros quinze que você lembra em não mais do que quinze minutos. Eles não tem que estar em ordem de importância. Repasse para quinze amigos, incluindo eu, porque eu estou interessado em ver quais álbuns meus amigos escolheram…
E outra coisa, esqueci um monte de discos e lembrei de vários também, viajei entre post-punk e noise rock, do punk rock do sex pistols ao free-folk do B Fachada. Sei que poderia colocar mais uma porrada, mas foram só quinze minutos, quinze discos e nesse post fica valendo o que foi dito no outro, se quiserem colar aí nos comentários os seus, demorou.
Agora segue a minha lista SEM ORDEM nenhuma dos discos com link para download: